Humanização no atendimento e tecnologia para a saúde pública de Santo André.

Imprensa

clipping

22/06/2010 - Diário do Grande ABC
Artigo Hospital da Mulher inaugura Centro de Estudos

22/06/2010 - Rede TVMais
Artigo Hospital da Mulher inaugura Centro de Estudos

21/06/2010 - Repórter Diário
Artigo Hospital da Mulher inaugura Centro de Estudos

21/06/2010 - Rádio ABC
Artigo Centro de Estudos do Hospital da Mulher possibilitará qualificação médica e desenvolvimento de pesquisas

24/05/2010 - ABC Repórter
Artigo Aidan Ravin inaugura biblioteca no Hospital da Mulher

20/05/2010 - Clique ABC
Artigo Hospital da Mulher inaugura biblioteca integrada

20/05/2010 - Rudge Ramos Online
Artigo Secretaria da Saúde promove I Fórum de Prematuridade de Santo André

18/05/2010 - JusBrasil
Artigo Hospital da Mulher inaugura biblioteca integrada

17/05/2010 - Jornow
Artigo Hospital da Mulher inaugura biblioteca integrada

07/05/2010 - JusBrasil
Artigo Secretaria da Saúde realiza o I Fórum de Prematuridade de Santo André

07/05/2010 - JorNow
Artigo Secretaria da Saúde realiza o I Fórum de Prematuridade de Santo André

15/04/2010 - Clique ABC
Artigo Novas pulseiras garantem mais segurança para as internações no Hospital da Mulher

15/04/2010 - Diário do Grande ABC
Artigo Hospital da Mulher anuncia investimento em segurança

23/03/2010 - Hoje Jornal
Artigo Hospital da Mulher ajuda jovens mães

22/03/2010 - ABC Repórter
Artigo Restaurante do Hospital da Mulher passa a produzir as próprias refeições

22/03/2010 - Jus Brasil
Artigo Hospital da Mulher ajuda mães adolescentes a planejar o futuro

11/03/2010 - Diário do Grande ABC
Artigo Hospitais da região estão entre melhores do Estado

06/03/2010 - Diário do Grande ABC
Artigo Hospital da Mulher fica em 12º lugar em avaliação

11/02/2010 - Clique ABC
Artigo Hospital da Mulher amplia o controle do diabetes em gestantes

26/01/2010 - Clique ABC
Artigo Saúde on-line

25/01/2010 - Diário do Grande ABC
Artigo Hospital da Mulher lança serviço para esclarecer dúvidas

17/12/2009 - ABC Repórter
Artigo Hospital da Mulher é o primeiro do SUS a receber a certificação global da 3M

16/12/2009 - Repórter Diário
Artigo Hospital da Mulher recebe certificação global

15/12/2009 - Clique ABC
Artigo Restaurante do Hospital da Mulher já está em funcionamento integral 

15/12/2009 - Em Rede
Artigo Restaurante do Hospital da Mulher já está em funcionamento integral 

14/12/2009 - Repórter Diário
Artigo Curso esclarece dúvidas de 32 grávidas 

07/12/2009 - Livre Mercado
Artigo Hospital da Mulher recebe restaurante hoje 

04/12/2009 - Repórter Diário
Artigo Hospital da Mulher recebe restaurante na segunda 

30/11/2009 - BOM DIA
Artigo HPV causa 30 tipos de câncer do colo/dia 

09/11/2009 - JorNow
Artigo Hospital da Mulher fará curso de gestantes voltado às UBSs 

08/11/2009 - Sempre Materna
Artigo Parto Natural continua como prioridade no Hospital da Mulher 

07/11/2009 - Flagrante SP
Artigo Hospital da Mulher serve como exemplo no I Encontro de Líderes 3M 

15/10/2009 - ABC Repórter
Artigo Hospital da Mulher fará simulado de incêndios a cada três meses 

14/10/2009 - Diário Regional
Artigo Hospital da Mulher recebe potes de vidro para o Banco de Leite 

06/09/2009 - Clique ABC
Artigo Hospital da Mulher já responde por 1/3 das mamografias em Santo André 

14/08/2009 - Rudge Ramos Online
Artigo Banco de Leite de Santo André tem 100ª doadora 

13/08/2009 - ABC Repórter
Artigo Hospital da Mulher aumenta em 15 vezes os atendimentos 

20/07/2009 - Rede TV Mais
Artigo Hospital da Mulher de Santo André oferece curso a gestantes 

09/06/2009 - ABC Repórter
Artigo Aidan Ravin inaugura banco de leite materno do Hospital da Mulher 

09/06/2009 - Estação Notícia
Artigo Santo André inaugura maior banco de leite do ABC 

16/12/2008 - MaxPressNet
Artigo Hospital da Mulher inaugura UTI de adultos dia 18 

15/12/2008 - ABCD MAIOR
Artigo Hospital da Mulher inaugura UTI de Adultos na quinta

03/11/2008 - ABCD MAIOR
Artigo Transferência para Hospital da Mulher deve durar até três dias

06/11/2008 - Globo.com
Vídeo SPTV Comunidade mostra mais uma vitória dos moradores de Santo André

06/11/2008 - ABCD MAIOR
Artigo Hospital da Mulher fará transfusões de sangue 24h

28/10/2008 - ABCD MAIOR
Artigo Hospital da Mulher funciona 100% a partir de segunda-feira

18/09/2008 - ABCD MAIOR
Artigo Hospital da Mulher zera fila de espera

20/08/2008 - Universidade Metodista de São Paulo
Artigo Moradores de Santo André aprovam Hospital da Mulher

18/08/2008 - Prefeitura Municipal de Santo André
Artigo Hospital da Mulher inicia atividades em Santo André

12/08/2008 - Comunique-se
Artigo Hospital da Mulher inicia atividades em Santo André

08/04/2008 - Universidade Metodista de São Paulo
Artigo Santo André inaugura primeira parte do Hospital da Mulher este mês

 

Sala de Imprensa

Diário do Grande ABC - 24/06/2010

NO GRANDE ABC, FUTURAS MÃES IGNORAM O PRÉ-NATAL

São Bernardo, São Caetano, Santo André e Diadema contabilizaram entre 2008, 2009 e os primeiros cinco meses deste ano 217 óbitos fetais, e 424 óbitos de recém-nascidos, afetados por doenças da mãe, como a hipertensão arterial, gestacional, eclâmpsia, infecção urinária e diabetes, entre outras. Essas mortes poderiam ter sido evitadas com um pré-natal levado a sério.

As outras cidades não informaram os números de casos, mas os médicos alertam que é urgente a necessidade de melhores campanhas de conscientização para induzir que futuras mães façam um planejamento de gestação e passem por uma série de exames para diagnosticar se têm complicações clínicas que podem afetar o bebê durante a gravidez, ou logo que ele nascer.

Os especialistas não demonstram otimismo com relação à diminuição de óbitos devido às dificuldades de terem contato com algumas pacientes, principalmente as de classe baixa e da periferia. Elas geralmente procuram o serviço público de Saúde somente a partir do quarto mês de gestação, quando os riscos de morrer são maiores.

A diretora clínica do Hospital da Mulher, em Santo André, Eliane Terezinha Rocha Mendes, explica que, em muitos casos, as mulheres engravidam com a doença em grau elevado e elas nem sabem sequer que têm tal problema. Esse perfil além de colocar em risco a vida do bebê também reflete nos altos índices de crianças que nascem prematuras.

"Observamos que muitas mulheres têm dificuldades em se comprometer com o tratamento e entender que por ter pressão alta, por exemplo, ou uma infecção de urina não tratada, pode refletir na vida do feto ou do recém-nascido", explicou a médica.

Em São Bernardo, o Caism (Centro de Atendimento Integrado da Mulher) contratou 1.000 agentes comunitários focados na saúde da mulher para que façam um mapeamento por região da cidade que identifique mulheres com gravidez de alto risco, atrasos menstruais, e possíveis vítimas de violência sexual, para que sejam encaminhadas para a UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima de sua casa para ter o acompanhamento.

"Essa é uma maneira que temos de identificá-las e ajudar com o tratamento necessário. Infelizmente, essas mulheres não têm condições de ter uma gestação saudável, pois sequer conseguem agendar uma consulta rapidamente. Isso complica", explicou o coordenador médico, Rodolfo Strufaldi.

Os números resultantes da causa morte de muitos bebês mostram que a vulnerabilidade de atenção das mulheres não está somente nos casos que chegam no atendimento público.

Strufaldi salientou que dos 88 casos de óbitos fetais em 2009, 31 foram do serviço particular. Neste ano, dos 30 casos, sete são do serviço particular.

TABAGISMO - Os principais erros de conduta das mulheres durante a gestação que podem afetar de maneira negativa o bebê são peso elevado e tabagismo. "Mulheres que fumam diminuem o vício, mas não param totalmente. Isso é muito ruim", alerta o coordenador da maternidade do Hospital Márcia Braido, de São Caetano, Gilberto Palma.

Na cidade é realizado o programa Coração de Estudante, no qual os alunos da rede são esclarecidos sobre doenças como hipertensão, diabetes e infecções entre outras. "Essa maneira educativa é um caminho importante para conscientizar as mulheres através dos próprios filhos", finalizou Palma.

Seis é o número mínimo de consultas

A pré-concepção, ou acompanhamento médico três meses antes de engravidar, é a alavanca para o diagnóstico de saúde das mães. Mas, independente desse planejamento, os médicos pontuam algumas rotinas necessárias de um pré-natal de qualidade.

Durante os nove meses é necessária uma agenda de no mínimo seis consultas, sendo uma no primeiro trimestre de gestação, duas no segundo e três nos últimos meses.

"Se seguida essa rotina fica mais fácil identificar as patologias", explica o coordenador do Caism de São Bernardo, Rodolfo Strufaldi.

A higiene pessoal e dos ambientes que a gestante convive deve ser mantida também de maneira criteriosa para evitar contaminações.

Alimentação saudável e nos horários indicados nas dietas médicas, evitando gorduras e optando por cardápios saudáveis como frutas e saladas.

A realização de exames corriqueiros como de sangue, urina e ultrassonografias deve ser respeitada. Assim como deixar de ser tabagista.

"Infelizmente de dez mulheres que fumam, apenas uma deixa efetivamente o vício na gravidez", lamentou Eliane Terezinha Rocha Mendes, do Hospital da Mulher.

Mulheres com idades entre 20 e 40 anos são as que mais têm dificuldade de se comprometer com os tratamentos das doenças que já têm e também com as obrigações do pré-natal.

Diário do Grande ABC - 18/04/2010 

HOSPITAL MUNICIPAL PRECISA DE DOAÇÕES DE LEITE MATERNO

O sinal de alerta está ligado no maior banco de leite do Grande ABC. O estoque no HMU (Hospital Municipal Universitário) de São Bernardo está com apenas 100 litros guardados nas geladeiras do local, o mínimo adequado é de 300 litros.

O estoque atual é suficiente para atender cerca de 70 bebês prematuros pelos próximos 20 dias.

A situação é preocupante, e a coordenação do centro hospitalar conta com a solidariedade das mães recentes das sete cidades para solucionar este problema.

"As crianças (atendidas no local) consomem em média de seis a sete litros diariamente, aqui são dadas cerca de oito mamadas diárias por bebê. É necessário que a população se solidarize e contribua com o leite que está sendo desperdiçado em casa", declara Nerli Pascoal Andreassa, coordenadora do banco de leite do HMU.

A situação se complicou no último mês, quando 27 mães doadoras deixaram de enviar seus valiosos frascos com leite congelado. Na sexta-feira, por exemplo, apenas três mulheres tiveram os recipientes com o rico nutriente recolhidos.

"Vale lembrar que a doadora de leite tem tempo útil. Quando acaba, não temos o que fazer, a não ser esperar por novas voluntárias", conta Nerli.

Para doar, a mãe interessada não precisa sair de casa. A coleta é feita por funcionários dos bancos de leite, e técnicos em nutrição são enviados para ensinar a maneira correta de retirar e armazenar o leite.

Não é apenas o HMU que precisa de voluntárias. O Hospital Estadual Mário Covas e o Hospital da Mulher de Santo André também necessitam, mas não se encontram no limite.

O material doado é utilizados para consumo interno nas três unidades de Saúde, que contam com atendimento especial para prematuros nascidos na região.

"As mulheres não têm de tirar o leite dos filhos. Precisamos apenas do excedente. Em 2009, tivemos 1.300 doadoras, mas precisamos de mais", disse Shirlei Tessarini, coordenadora do banco de leite do Hospital da Mulher.

Amamentar crianças de outras pessoas não é recomendado
Mulheres com leite em abundância amamentarem filhos de irmãs, parentes, amigas e até vizinhas é um costume antigo no Brasil. A prática, no entanto, é condenada por profissionais de Saúde.

"É uma tradição que ainda existe, mas felizmente em número menor que no passado. Isso ocorre principalmente no Interior", conta Nerli.

No Brasil é proibido a comercialização de leite materno, porque o alimento pode ser um transmissor de uma série de doenças, como a hepatite, sífilis e o vírus HIV.

Para garantir as condições de higiene dos leites doados, os bancos de leite realizam uma série de testes para garantir um alimento saudável para os bebês prematuros. Cerca de 20% do material doado é descartado por estar guardado em recipiente inadequado. WN

Falsos mitos rodeiam amamentação
Alguns mitos negativos rondam a amamentação. Segundo especialistas, estas crenças fazem muitas mulheres deixarem de dar leite aos seus filhos, atrapalhando e retardando o desenvolvimento das crianças.

Uma das crenças mais difundidas é que, ao amamentar, a mulher fica com os seios caídos, "Isso é crendice popular. Ao manter as mamas cheias (de leite), a pele dos seios fica esticada por muito tempo e isso dará flacidez independente de a criança mamar. Vale lembrar que uma hora os seios vão cair mesmo, e a amamentação não é a culpada", disse Nerli Pascoal Andreassa, coordenadora do banco de leite do HMU.

Outro fator que faz algumas mães interromperem a amamentação antes do bebê completar 6 meses é achar que o leite não tem qualidade, devido à cor e densidade do líquido. "Não existe essa história de leite ralo e fraco. O leite materno é um alimento completo. As mães precisam de orientações de profissionais preparados", ensinou Nerli.

Os bancos de leite da região também informam sobre as melhores posições para amamentar e as maneiras adequadas para não ter fissuras nos mamilos. As mães com recém-nascidos que não conseguem dar de mamar em casa, alegando que o leite secou, não recebem o leite doado. "Nós damos todo o tipo de apoio para essas pessoas. Na hora de retirar o leite é preciso estimular (a mama) e estar em boas condições. O estresse é um inimigo", lembra Nerli.


Redução de doenças respiratórias é benefício
A angústia pelos baixos estoques nos bancos de leite do Grande ABC tem consequências preocupantes. Graças a ingestão do produto, o desenvolvimento de bebês prematuros tem sido muito bom.

A alimentação única e exclusiva com leite materno é a fonte principal para garantir boa qualidade de vida no presente e no futuro do bebê.

Entre os benefícios da ingestão exclusiva do alimento até os 6 meses de idade está a redução das chances de desenvolvimento de doenças respiratórias como bronquite, rinite, sinusite; além da melhor formação da dentição e da mandíbula, entre outros.

"Ao sugar a mama, o bebê respira pelo nariz, o que permite a entrada de um ar filtrado e quente para os pulmões e também fortalece o maxilar. Os dentes nascem mais fortes", conta Nerli Pascoal Andreassa.

Não são apenas as crianças que se beneficiam, as mães também têm menor chance de desenvolver câncer de mana e de útero por amamentar. Outro resultado é o que a maioria das mulheres deseja: perda rápida de peso.

"O Brasil tem tecnologia de ponta em bancos de leite, o que nos permite saber os reais resultados da ingestão", conta Shirlei Tessarini, coordenadora do banco de leite do Hospital da Mulher.


Mães doam um litro de leite por semana
A solidariedade da assistente social Milena Ribeiro Iha, 34 anos, fez com que ela se sentisse mãe de vários filhos. Mesmo tendo ficado grávida apenas uma vez, doou dezenas de litros de leite materno para o banco HMU.

A sua filha, Izabela, completou 6 meses e, ao voltar da licença-maternidade para o trabalho, no próprio hospital, a mãe ainda encontra tempo para doar um pouco do alimento. No HMU são, em média, 70 prematuros atendidos mensalmente que recebem o leite. "Esse é um gesto de amor, solidariedade e humanidade. Além de aliviar a mama, é bom demais ajudar quem está precisando", conta a assistente social.

ACIMA DA MÉDIA
Para aprender a retirar até 2,5 litros por semana, (quantidade acima da média), Milena contou que precisou de prática e algumas informações passadas pelos profissionais do bando de leite. "Eu tinha muito leite mesmo. Às vezes, estava amamentando e via a outra mama vazando. Já aproveitava para guardar."

Segundo estatísticas dos bancos de leite, cada doadora envia em média um litro por semana. Mas o Hospital da Mulher de Santo André já encontrou uma doadora que chegava a mandar até oito litros por semana.

"Algumas mães têm a capacidade de retirar bastante, mas se todas ajudarem o resultado, vai ser melhor para todo mundo", comentou Nerli Pascoal Andreassa, coordenadora do banco de leite do HMU.

NA ESPERA DE DOADORAS
A dona de casa Gislane Silva Pugliese, 39, deu à luz a seu quarto filho na quinta-feira. A pequena Hannah Leah nasceu com 42 centímetros e 1,920 quilo, aos oito meses e meio de gestação, e precisou se alimentar com leite materno por uma fina sonda.

Mesmo com a experiência de outras três amamentações, Gislane ainda não conseguiu retirar leite. "Ela vai precisar de um período maior de estimulação, porque não teve a criança sugando (a mama). Mas em no máximo 72 horas, com as técnicas e exercícios, o processo é normalizado", informou a coordenadora.

Mesmo após a cesárea e uma gravidez de risco devido a diabetes e pressão alta, Gislane andava pelo HMU, onde fez o parto, feliz da vida.
"Triste é ver as pessoas jogarem o leite fora, com tantas crianças daqui precisando. Graças a Deus minha lindinha já está se alimentando. Daqui a pouco vou poder amamentá-la com o meu leite e ainda doar para quem precisa", disse a mãe.

Clique ABC - 07/04/2010

SANTO ANDRÉ TEM ATIVIDADES EM COMEMORAÇÃO AO DIA MUNDIAL DA SAÚDE

Nesta quarta-feira (7), a Secretaria da Saúde andreense, por meio do Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein e do Departamento de Vigilância à Saúde (DVS), promoveram no calçadão da Rua Oliveira Lima, atividades educativas e preventivas para mais de 500 pessoas, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde.

No total, três estandes com profissionais da saúde demonstraram, entre outros assuntos, o funcionamento dos equipamentos usados no Hospital da Mulher, abordaram questões como o parto humanizado, além de orientações sobre o banco de leite e como fazer ou receber as doações.

O Departamento de Vigilância à Saúde contava com duas tendas. Uma com ações educativas sobre a dengue, com amostras de larvas do mosquito Aedes Aegipty e material informativo para o combate à doença na cidade. Além disso, uma infinidade de orientações sobre como controlar roedores e demais pragas urbanas.

Em parceria com a ETIP e Fefisa (Faculdade de Educação Física de Santo André), mais de 400 aferições de pressão arterial foram feitas no decorrer do dia, além de orientações sobre como controlá-la e os perigos da pressão elevada à saúde. Os casos considerados extremos eram imediatamente encaminhados ao PA Central para atendimento médico.

Criado em 1948 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), este dia tem a intenção de alertar para a manutenção do bom estado de saúde das pessoas do mundo, bem como sobre os principais problemas que podem atingi-la. A questão da saúde pública nas grandes cidades é de vital importância e deve ser levada a sério. A prevenção é a melhor maneira de se evitar doenças e males, corta gastos na saúde pública e melhora a saúde da população.

Diário do Grande ABC - 06/03/2010

HOSPITAL DA MULHER FICA EM 12º EM AVALIAÇÃO DE PACIENTES

Objetivo é chegar, em 2011, entre os dez primeiros em avaliação realizada pela Secretaria Estadual da Saúde junto aos pacientes

O Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, da Prefeitura de Santo André, em parceria com a Fundação do ABC, ficou em 12º lugar, na categoria Maternidade, na disputa conhecida como “Provão do SUS”, promovida anualmente pela Secretaria Estadual da Saúde, na noite desta quarta-feira (3). “Depois de acompanhar a premiação, percebi que temos condições de estar entre as dez melhores maternidades do Estado, em 2011. Para isso, o Hospital da Mulher conta com o trabalho engajado de todos os profissionais, pois esse prêmio é dado pelo conjunto das ações realizadas no Hospital em prol das pacientes, independente da área de atuação de cada pessoa”, afirmou o diretor de apoio operacional Clécio Mochetti.

Entre os melhores hospitais, o mais bem avaliado pelos pacientes da rede pública, na Pesquisa de Satisfação dos Usuários do Sistema Único de Saúde, o “Provão do SUS”, foi o Hospital Estadual de Ribeirão Preto, inaugurado em março de 2008. Já entre as maternidades, o primeiro lugar ficou com o Hospital Santa Marcelina de Itaquera, na capital paulista.A pesquisa ouviu, no total, 158 mil pacientes que passaram por internações e exames em 630 estabelecimentos de saúde conveniados à rede pública estadual, entre março de 2009 e janeiro de 2010.

Foram eleitos vencedores os hospitais que tiveram maior pontuação média entre os que tiveram 100 ou mais respostas encaminhadas pelos usuários e as maternidades que obtiveram 30 ou mais respostas. Os pacientes receberam o formulário da pesquisa pelo correio, depois do tratamento a que se submeteram, e puderam responder gratuitamente pela internet, carta-resposta ou por telefone.

A pesquisa tem como objetivo monitorar a qualidade do atendimento e a satisfação do usuário com os serviços, reconhecer os bons prestadores, identificar possíveis irregularidades e ampliar a capacidade de gestão eficiente da Saúde Pública. Na pesquisa foram avaliados o grau de satisfação com o atendimento recebido, nível do serviço e dos profissionais que prestaram o atendimento, qualidade das acomodações e tempo de espera para a internação. Para a classificação das maternidades também foram incluídas perguntas específicas sobre humanização do parto.

“Esta pesquisa é muito importante para termos uma resposta do usuário em relação aos serviços prestados pelas unidades conveniadas ao SUS, verificando o que está andando bem e o que ainda precisa melhorar. A premiação aos hospitais mais bem colocados no ‘Provão’ é uma maneira de reconhecer o trabalho e o empenho dessas instituições em favor da Saúde Pública”, disse o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

Diário do Grande ABC - 02/01/2010

PRIMEIRO BEBÊ DA REGIÃO NASCE EM SANTO ANDRÉ

Carlos Eduardo de Souza Aragão chegou ao mundo quando os relógios marcavam um minuto de 2010. A festa de Réveillon da família foi no Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, em Santo André, onde a dona de casa Rosemeire Camilo de Souza Aragão, 21 anos, passou por cesariana.

A cirurgia não estava marcada, segundo o hospital. Foi uma cesárea de urgência porque a gestante não tinha dilatação suficiente para o parto normal.

A pressa fez com que Carlos Eduardo fosse o primeiro bebê do ano na região. Ele pesa 3.364 quilos, mede 48 centímetros e é o primogênito de Rosemeire, moradora do Jardim Carla, em Santo André. A dona de casa conta que a gravidez foi programada é fruto de um relacionamento de três de anos.

"Foi um presente que Deus mandou para mim. Este ano minha vida vai mudar muito, e para melhor", disse, enquanto amamentava a criança. Aliás, ela pretende alimentá-lo com leite materno por, no mínimo, dois anos.

A sogra, a auxiliar de cozinha, Maurina Jesus Aragão, 45, comemorou o nascimento do segundo neto na virada do ano. "A melhor festa de Ano-Novo que poderia ter foi ficar aqui no hospital esperando o nascimento dele. Para mim, os netos são como filhos."

A família não esperava que Carlos Eduardo nascesse na madrugada, mas como Rosemeire precisou ser internada na manhã da véspera de Ano-Novo, ninguém se importou de suspender a ceia e correr para a maternidade. "Meu marido assistiu o parto e meus pais e outros parentes da Bahia ficaram bastante contentes. Foi uma festa só", contou.

MAIS NASCIMENTOS - Outros dois bebês nasceram nas primeiras horas de 2010 no Hospital da Mulher, em Santo André. Dessa vez, de parto normal: uma menina à 1h53 e um menino às 4h02.

No Hospital Municipal de Diadema nasceram três meninas também de parto natural: às 0h40 nasceu a filha de Adriana de Jesus de Oliveira Santos com 2,760 quilos, às 1h12 foi a vez da menina de Kelly Ferreira da Silva com 2,580 quilos. No último parto da madrugada, às 1h35, Antonieta Bispo de Miranda deu a luz à uma menina de 3,445 quilos.

No Hospital Municipal Universitário de São Bernardo, um menino nasceu nos últimos minutos de 2009: às 23h25 de parto natural.

 

Em Rede - 28/12/2009

PREFEITURA DE SANTO ANDRÉ APRESENTA AS REALIZAÇÕES DO PRIMEIRO ANO DA GESTÃO AIDAN RAVIN

 Veja abaixo as principais ações promovidas pelo atual governo e suas Secretarias

Em seu primeiro ano, a Administração do Prefeito Aidan Ravin contabiliza inúmeras realizações em Santo André. Apesar de a nova gestão ter assumido a Prefeitura no ápice da maior crise financeira das últimas décadas, melhorias são visíveis em todas as Secretarias de governo. Muitas destas realizações e melhorias têm potencial para alterar definitivamente – e para melhor – as diretrizes da administração pública e o rumo da cidade.

O material a seguir está organizado de forma lógica. Primeiramente, são expostas as ações das secretarias-fim, como podem ser chamadas as pastas cujas ações são diretamente percebidas pelos munícipes. Na segunda parte estão expostas as ações das secretarias-meio, indispensáveis na gestão da máquina pública e no suporte às secretarias-fim.

Secretaria de Saúde

Um dos principais pilares do plano de governo do Prefeito Aidan Ravin, o Poupatempo da Saúde, já começou a virar realidade no antigo prédio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (SOSP). As construções estão em ritmo acelerado e a inauguração está prevista para o primeiro semestre de 2010.
Além de agregar o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) do Governo do Estado, o Poupatempo da Saúde terá exames e especialidades definidos pela Secretaria Municipal da Saúde. O resultado é a combinação serviços para atender às necessidades da população com foco na redução do tempo de espera nas consultas e nos exames de média e alta complexidade.
A estrutura do Poupatempo da Saúde contempla Hospital Dia, Centro de Reabilitação e uma nova sede para o Samu regional. Inclui exames como tomografia, raio-x, mamografia, densitometria óssea, e especialidades como nefrologia, pneumologia, neurologia, oftalmologia e otorrinolaringologia. Tudo em 5,2 mil m² de área construída.

Mais investimentos

Em junho de 2010, a Prefeitura de Santo André deve ganhar o Hospital do Idoso, na Vila Alpina, além de três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na Vila Luzita, Jardim Rina (2º Subdistrito) e Vila de Paranapiacaba. As UPAs terão clínicos e pediatras para prestar atendimento em plantão 24 horas.
Também está programada a duplicação da quantidade de leitos do Centro Hospitalar Municipal, de 16 para 32. O CHM atendeu 25 mil pessoas somente no primeiro semestre de 2009, além de ter realizado 913 mil procedimentos médicos no mesmo período.

Hospital da Mulher

O Hospital da Mulher teve várias melhorias durante o governo do Prefeito Aidan Ravin. Inaugurado em junho deste ano, seu Banco de Leite Humano já se tornou o maior da região, com capacidade para armazenar até 1 mil litros de leite e com cadastro de mais de 200 doadoras. Somente em novembro, o leite coletado externamente chegou a 90 litros, dos quais 60 litros foram distribuídos para atendimento de 106 bebês.
Entre outras novidades deste ano, destacam-se a parceria entre o Hospital da Mulher e o Hospital Mário Covas para agilizar o atendimento de mulheres que estavam na fila de espera para realizar cirurgias de laqueadura, a intensificação de campanha em favor do parto humanizado ou natural, o aperfeiçoamento do sistema de coleta de resíduos recicláveis revertidos em renda para famílias carentes e a implantação de um curso de gestantes ministrado por médicos, enfermeiras, fonoaudiólogas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogas.
O resultado de tais ações vem na forma de certificações de qualidade. O Hospital da Mulher recebeu o certificado Ouro em Tricotomia Segura, Eletrocirurgia e CME, da multinacional 3M, em setembro. E ganhou outros dois certificados em dezembro: Fixação Segura e Prevenção de Lesões de Pele, o que garantiu a Certificação Global da 3M, premiação máxima da empresa. O Hospital é o primeiro da rede pública, no País, a garantir tal premiação e o terceiro considerando também a rede privada. (segue texto com as demais secretarias)

 

Diário do Grande ABC - 28/12/2009

PRIMEIRO ANO DO GOVERNO DE AIDAN RAVIN EM SANTO ANDRÉ SURPREENDE

O primeiro ano do governo Aidan Ravin (PTB) surpreendeu. Novato à frente do Executivo de Santo André, o ex-vereador de uma única legislatura assumiu o Paço em ano subsequente à grave crise econômica que abalou o mundo e afetou a arrecadação de todos os municípios brasileiros. Fora isso, teve de enfrentar a desconfiança de uma cidade que, habituada ao controle de 12 anos do PT, provocou a mudança e, como diz o ditado popular, pagou para ver.

Empenhado em mostrar às lideranças políticas e a todos os segmentos da sociedade que a vitória nas urnas resultaria em uma nova Santo André, o prefeito contou com a fidelidade e a eficiência  do secretário de Finanças, Nilson Bonome. A experiência dele na administração pública foi imprescindível.

Inúmeras foram as realizações, diversas conquistas aconteceram, dezenas de ações foram promovidas. Houve até o ineditismo da aprovação plena e unânime do orçamento 2010 e do Plano Plurianual. Inclusive o PT, partido de oposição, aprovou a peça, trocando as 42 emendas que pretendia por seis que atenderão prioridades do partido e dentro da cota de R$ 200 mil que cada parlamentar tem direito para obras e projetos em regiões base de atuação. Isso só foi possível porque Bonome trabalhou diretamente nos bastidores e negociou com os petistas.

O secretário, que cada vez mais se fortifica como homem-forte do prefeito, é considerado no Legislativo um articulador com fluidez, embora não exerça oficialmente essa função.

Mas, como tem bom trânsito na Câmara, foi ele o responsável por apagar incêndios junto a representantes de partidos que, por intermediação dele, acabaram juntando-se à base de sustentação. Teve articulação dele a aprovação da maioria dos 50 projetos de lei do Executivo votadas pelos parlamentares. Além do orçamento, a oposição também votou favorável à regulamentação do transporte escolar, a subvenção para a Fundação Santo André, a reforma administrativa e o Programa de Inspeção Ambiental Veicular.

PENDÊNCIAS - Fora do campo propriamente político, Bonome também se saiu bem nas pendências herdadas da administração anterior. Uma delas foram os precatórios alimentares, com a fila parada há 20 anos. A primeira leva de pagamento será em março - foram destinados R$ 10 milhões.

Isso só foi possível graças à perspectiva de fechar o ano com superávit financeiro nas contas do Tesouro Municipal. Superávit resultante do corte de despesas correntes, que engloba materiais, pessoal e contratação de serviços, determinado pelo prefeito Aidan Ravin.

Participou também da negociação da dívida da Craisa. Eram R$ 7,3 milhões, representando 26% do orçamento da Prefeitura. O montante referia-se a penhoras on-line (R$ 2,3 milhões) e débitos com fornecedores (R$ 5 milhões). Com o equacionamento do problema, o caixa do órgão não sofrerá mais sequestro de receitas e poderá gerir dividendos.

Diretamente de sua Pasta, o secretário lançou o Programa de Recuperação de Créditos Municipais, que ficou conhecido como Santo André em Dia, que consiste na recuperação de impostos atrasados, como IPTU e ISS. A proposta é oferecer série de vantagens aos contribuintes.

Quem tem dívida inferior a R$ 681,30, o programa reduz a parcela mínima de R$ 113,70 para R$ 22,70. Para o munícipe com dívida acima de R$ 1,2 milhão, a boa notícia é a extensão do prazo de pagamento, subindo de 60 meses para 120 meses. A todos são concedidos descontos em multa e juros, de acordo com a quantidade de parcelas previstas.

Saúde e Educação foram os destaques da gestão do petebista

A Prefeitura de Santo André obteve importantes vitórias ao longo de 2009, que irão beneficiar diretamente a população. Um dos principais pilares de Aidan Ravin, o Poupatempo da Saúde, será inaugurado no primeiro semestre e funcionará no antigo prédio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, já em obras.

Na área funcionará também o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) do governo estadual, com foco na redução do tempo de espera nas consultas.

A estrutura do Poupatempo contemplará Hospital Dia, Centro de Reabilitação, centro de exames como tomografia, Raio X, mamografia, densitometria óssea e especialidades como nefrologia, pneumologia, neurologia, oftalmologia e otorrinolaringologia, além da sede do Samu.

Ainda na área da Saúde, o Hospital da Mulher inaugurou o Banco de Leite, com capacidade para armazenar até 1.000 litros de leite e com cadastro de mais de 200 doadoras. O governo Aidan também fechou parceria com o Hospital Mário Covas para agilizar o atendimento de mulheres que estavam na fila de espera para cirurgias de laqueadura.

Na Educação foram criadas 735 vagas no Ensino Infantil (4 e 5 anos) e 470 da mesma faixa etária do projeto Sementinha. Teve início a municipalização de seis escolas estaduais, com previsão de abertura de 2.000 vagas para o Ensino Fundamental. Na parte estrutural, o governo iniciou a reforma de 22 colégios.

Com material reciclado e a custo baixo, Santo André instalou brinquedos em todas as suas escolas municipais, nos 12 parques da cidade e em quase todas as praças. A maioria dos equipamentos foi produzida a partir de sucata.

Outros setores também tiveram avanços importantes em 2009

No segmento habitacional, a administração de Santo André entregou o conjunto residencial Jardim das Maravilhas, destinado a 120 famílias, e o Residencial das Betânias, no Parque das Nações, que beneficiou 600 famílias. Outros 196 apartamentos no Alzira Franco II foram entregues a quem morava nos núcleos Gamboa e Capuava Unida.

Quanto ao transporte público, colocou nas ruas 90 ônibus adaptados para pessoas com deficiência, providenciou 230 abrigos em pontos de parada. Já no sistema viário, retirou parte dos canteiros centrais, ampliando a capacidade de acomodação dos veículos e possibilitando maior fluidez. Na Perimetral, construiu-se baias de estacionamento para táxi e rotativos, evitando, com isso, que táxis parassem próximos às calçadas e ocupando faixa de ônibus.

Os atletas, atuais e futuros, ganharam o Centro Integrado de Saúde, iniciativa inédita na América Latina entre órgãos públicos, que consiste na formação de expoentes para equipes competitivas. Na área cultural, a população andreense pôde desfrutar de intensa programação, com o Teatro Municipal abrigando espetáculos quase que o ano todo. Na Casa da Palavra, Casa do Olhar e Salão de Exposições do Paço foram reaquecidos os circuitos de exposições de artes plásticas.

A Segurança Pública também foi preocupação do governo Aidan Ravin, que criou a Ronda Comunitária Preventiva, onde em pontos estratégicos do município foram colocadas equipes de quatro guardas-civis municipais, dos quais dois realizam patrulhamento de bicicleta e dois a pé, com suporte dos guardas da Romo (Ronda de Motocicletas).

 

Portal Educação - 19/11/2009

BANCOS DE LEITE: BRASIL É EXEMPLO MUNDIAL

Os bancos de leite já considerados importantes para a recuperação de bebês prematuros. O pioneiro a adotar esta técnica foi o Brasil e, hoje, esse procedimento já serve de exemplo e referencial para vinte e dois países.

No Brasil, a técnica é aplicada da seguinte forma: cada vidro de leite específico recebe um número e um programa de computador procura entre todas as doações a que melhor atende à necessidade de cada criança.

Cada cidade do Brasil tem o seu jeito de arrecadar. No Rio de Janeiro, por exemplo, uma vez por semana é recolhido o leite que sobra depois da mamada pelo Corpo de Bombeiros. Já em Vitória, no Espírito Santo, a Polícia Militar é quem leva as doações.

A fisioterapeuta e tutora do Portal Educação, Tatiana Leme, explica que o banco de leite é muito utilizado em neonatologia em pacientes prematuros. “A qualidade de cada leite pode beneficiar muito os bebês que necessitam deste complemento”, esclarece a fisioterapeuta.

A técnica deu tão certo em todos os casos, as crianças recuperaram muito mais rapidamente do que quando há a utilização do leite materno misturado. A Espanha será o próximo país a adotar o banco de leite.

 

Rudge Ramos Online - 16/11/2009

BANCOS DE LEITE DO ABC DEPENDEM DE CAMPANHAS CONTÍNUAS DE INCENTIVO À DOAÇÃO

A situação dos estoques dos Bancos de Leite do ABC é idêntica em um aspecto: todos possuem estoques suficientes apenas para atender a demanda dos bebês que estão internados, mesmo assim em determinadas épocas do ano – no inverno e nas férias - os estoques atingem um nível crítico.  

Do mais antigo, fundado há 10 anos no Hospital Municipal de São Bernardo, ao recém inaugurado – junho deste ano – no Hospital da Mulher, em Santo André, e passando pelo do Hospital Mário Covas, também em Santo André, a constatação é a mesma: a doação de leite materno não é tão divulgada quanto a de órgãos e sangue.

Apesar da relativa facilidade em se doar o leite materno – basta que as mães interessadas façam contato com os hospitais e agendem uma visita na própria residência, para receber as orientações e o kit para a coleta do leite.

Para a coordenadora de Nutrição e do Banco de Leite do Hospital da Mulher, Shirlei Tessarini, o ideal seria ter estoque suficiente para atender não somente os bebês internados no hospital, mas também outros bebês. No entanto isso ainda é inviável, já que mensalmente o banco recebe 100 litros de leite, quando o ideal seria receber doação de pelo menos 200 litros.

“A divulgação é insuficiente, e as mulheres não são orientadas e sensibilizadas adequadamente para a doação do leite materno. Todos sabemos da relevância da doação de sangue e órgãos, mas poucos sabem sobre doação de leite e até de ossos, por exemplo. As mulheres são pouco orientadas sobre o aleitamento materno e a importância da doação, mesmo durante o pré-natal”, afirmou Shirlei. 

O Banco de Leite do Hospital da Mulher mantém campanha permanente para a arrecadação de vidros com tampa plástica (os antigos de maionese ou de café solúvel), que podem ser entregues no próprio hospital. O hospital também pode buscar as doações de vidros, basta telefonar solicitando a retirada. 

No Banco de Leite do Hospital Municipal, em São Bernardo, a situação atual é melhor principalmente em função de uma campanha realizada nos meses de junho, julho e agosto deste ano, acredita a coordenadora do Banco de Leite, Nerli Pascoal Andreassa.

“Nesses três meses a campanha de divulgação ajudou muito, a prefeitura espalhou faixas, o Rudge Ramos Jornal também participou, e com isso nós conseguimos elevar nosso estoque, que estava crítico, para o padrão atual, de cerca de 250 litros/mês, que é o ideal para atendermos nossos bebês e para manter um estoque de segurança que nos dê tranquilidade por dois ou três meses”, completou Nerli.

Nerli, assim como Shirlei, ressalta a importância de campanhas continuadas, mas lembra que, como o banco de leite de São Bernardo é mais antigo, já conta com um esquema de divulgação que inclui a ajuda de agentes comunitários, considerada muito importante, porque eles visitam as mães em casa e as orientam sobre vários assuntos, inclusive a doação de leite.

Outro foco de divulgação em São Bernardo são as UBS’s (Unidades Básicas de Saúde), que distribuem folhetos e informam sobre o trabalho e a importância da atuação do Banco de Leite.

Com relação à doação de leite para outros bebês, que não os internados no hospital, Nerli afirma que isso não é possível porque a quantidade doada ainda não é suficiente para atender a demanda externa.

A coordenadora também faz um alerta para os riscos da “amamentação cruzada”, que significa uma mãe dar de mamar a outro bebê diretamente, sem que certos cuidados sejam previamente tomados.

“Existe perigo de contaminação, por isso não indicamos a amamentação cruzada. Nossa orientação é de que todas as mães procurem o Banco de Leite para esclarecer as dúvidas que tenham sobre aleitamento materno. Aqui elas serão orientadas sobre como aumentar a produção de leite, administrar problemas que possam estar atrapalhando a amamentação, observar como é a sucção do bebê, enfim, nós investigamos tudo o que possa estar atrapalhando a produção de leite dessa mãe e a ajudamos a resolver”, completou Nerli.

No Hospital Mário Covas o Banco de Leite começou a funcionar em 2002, e mantém estoque pequeno – aproximadamente 38 litros de leite por mês são pasteurizados - mas suficiente para atender a demanda dos bebês que estão internados. A coordenadora do banco, Adriana Piva, afirma que nunca faltou leite para os bebês internados, e os estoques são mantidos com campanhas em jornais da região.

O Mário Covas não tem plano de fornecer leite a bebês não internados no hospital, porque não existe espaço de armazenamento e possibilidade de pasteurização para grandes quantidades de leite.

Carla Amaral Sakuyochi, 22, teve o primeiro bebê há quase três meses, e é doadora há dois. Soube do Banco de Leite porque viu uma faixa em uma rua próxima à sua casa, ligou para o número indicado, recebeu o kit para coleta e as orientações em casa.

Carla, que não foi informada sobre doação durante o pré-natal, coleta cerca de um litro de leite por semana, que é congelado e retirado às segundas-feiras em sua residência. A jovem mãe acredita que doar parte de seu leite não prejudica em nada o bebê, e pretende voltar a doar se engravidar novamente.

“Eu tenho muito leite, era um desperdício ficar tirando na pia do banheiro e jogar fora. Meu bebê não é prejudicado, muito pelo contrário, porque quanto mais eu tiro mais eu produzo”, afirmou Carla.

Quem pode doar - Todas as mães que estejam amamentando os seus bebês e que tenham leite excedente podem doar. É necessário que tenham feito o pré-natal, e que sejam saudáveis. As doadoras recebem um kit para a coleta, que contém: touca, máscara, avental e vidro pré-higienizado com tampa plástica, mais um manual com orientações sobre como massagear o seio, retirar e armazenar o leite retirado, etc. As mães são orientadas na própria residência, durante a visita de um funcionário do Banco de Leite.

 

Diário do Grande ABC - 08/11/2009

ALIMENTOS NAS RUAS SÃO UM RISCO

 

Muito se fala dos cuidados de higiene necessários na hora de manipular alimentos. Mas os brasileiros ainda estão muito longe de colocar em prática ações que garantam a limpeza no preparo seguro do que será degustado.

Para especialistas, falta muito para que a sociedade adquira hábitos corretos tanto na hora de manipular os alimentos quanto no momento de consumi-los. Quem não leva a sério as condições de higiene está sujeito a riscos em qualquer lugar, seja em casa, bares, restaurantes ou lanchonetes.

O Diário saiu nas ruas com a nutricionista e chefe do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Anita Sachs, e verificou como os estabelecimentos agem na hora de manipular os alimentos. A conclusão é que nem sempre os cuidados são tomados.

Em algumas lanchonetes do Grande ABC foram detectadas situações que deixaram nítidos os riscos para uma infecção alimentar. Entre eles está a exposição de frutas cortadas, que, mesmo dentro de uma vitrine refrigerada, ficam vulneráveis à contaminação por bactérias. "Não tem problema a fruta ficar exposta nas lanchonetes, desde que esteja com casca. No momento do uso, é necessário que a pessoa lave a fruta com água e sabão e, ao cortá-la, que esteja usando luvas descartáveis. Se for picá-las, deve deixar os pedaços num recipiente limpo e fechado", explica Anita.

As latas de refrigerante também são fortes agentes contaminadores se não estiverem desinfetadas. Após ouvir o comerciante José da Silva Matias dizer que lava a lata apenas com água, a nutricionista o orientou a fazer a limpeza com água e sabão. "A utilização do sabão e do álcool 70, especial para desinfetar as bancadas e mesas, é essencial e já garante uma boa higiene do ambiente onde se lida com alimentos", afirma a professora da Unifesp.

Nessa época de calor, os cuidados também devem ser redobrados na hora de comprar sorvetes de massa. É necessário observar se o pote onde fica a colher para apanhar o alimento está devidamente higienizado, assim como se está limpa a água onde o utensílio fica imerso. "Olha como a colher de pegar o sorvete está suja e totalmente exposta. Isso é um tremendo risco de contaminação", disse Anita, em uma sorveteria. Nessa ocasião, é recomendável que o estabelecimento disponha de luvas descartáveis para que seus clientes as vistam antes de pegar a colher do sorvete.

A falta de capacitação dos profissionais que lidam com alimentos e a ausência de campanhas de conscientização por órgãos públicos são agravantes dos riscos de contaminação, segundo especialistas.

Mãos sujas podem transmitir doenças

O brasileiro não tem o hábito de lavar as mãos para se alimentar e é displicente na hora de preparar sua comida, na opinião da diretora da Divisão de Doenças e Transmissão Hídrica e Alimentar do Hospital Emílio Ribas, Maria Bernadete de Paulo Eduardo.

Ela salienta que trabalhar com alimentos sem lavar as mãos gera uma série de patologias que podem transmitir doenças graves, como a Hepatite A. Outro exemplo é a Chiaguella, uma bactéria que pode passar de uma pessoa a outra por meio de água e de mãos contaminadas.

"Infelizmente as pessoas não têm noção dos reflexos ruins que se tem por não manter a limpeza das mãos na hora do contato com alimentos. Após ir ao banheiro, por exemplo, tem de lavar as mãos", afirma Maria Bernadete.

A maneira de armazenar a comida também é importante para evitar o aparecimento de bactérias. Por isso, deve-se estocar os alimentos em recipientes devidamente limpos e manter determinados tipos de comida em potes fechados para garantir sua durabilidade, principalmente daqueles que já foram manipulados.

A diretora do hospital Emílio Ribas observa, ainda, que essas faltas de cuidado originam as infecções alimentares, que provocam diarreia, dores abdominais e desidratação, podendo afetar o sistema renal e provocar até uma infecção generalizada.

"É importante lembrar que não basta lavar somente as mãos. É necessário que facas, tábuas e recipientes estejam sempre limpos pois, senão, a exposição a bactérias vai continuar existindo", completa Maria Bernadete.

NA PRÁTICA
Nas ruas, a população está muito longe de colocar em prática o hábito de higienizar corretamente as mãos antes de comer. Também não está acostumada a observar se bares e restaurantes estão agindo de maneira adequada para garantir que aquela refeição não fará mal à saúde.

"Eu não gosto de comer na rua, pois vejo que o pessoal não tem cuidado na hora de preparar os alimentos e nem quando coloca para as pessoas se servirem. Mas as crianças não têm esse pensamento e querem tudo", disse a vendedora Luciene Elisabete Tavares depois de comprar um cachorro-quente para o filho, Marcos Tavares, em um quiosque no centro de São Bernardo.

 Restaurantes deveriam treinar profissionais

Nutricionista do Hospital da Mulher de Santo André, Sandra Regina Belo defende que restaurantes e bares deveriam oferecer treinamento para as pessoas que vão lidar com os alimentos. Sandra acredita que esses locais poderiam ter sanitaristas e nutricionistas para garantir a higiene e a qualidade do que é produzido.

Para o professor titular de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC, Hélio Vasconcellos Lopes, manter a higiene na hora de preparar uma comida é determinado, em parte, pela questão social e cultural. "As pessoas que possuem uma formação cultural boa colocam mais em prática a necessidade de lavar as mãos. As que têm um menor grau de escolaridade e não têm tanto esclarecimento faltam com o hábito e, consequentemente, correm mais risco. Tanto que os botecos são os mais propensos a ter irregularidades no manuseio de alimentos, como comida mal conservada e até presença de insetos", disse o médico.

INFECÇÕES
Hélio lembra que as mãos são o principal transmissor de infecções. "Durante o dia, colocamos a mão em diversos lugares que contêm milhões de bactérias. Ao usarmos o transporte coletivo, temos contato com ferros sujos, onde inúmeras pessoas colocaram a mão. Os corrimãos das escadas oferecem o mesmo risco. Então, a necessidade de lavar as mãos logo que se chega em casa, por exemplo, é primordial", afirma Lopes.

Para nutricionistas, deve haver um conjunto de mudanças e adaptações para intensificar a prática de lavar as mãos antes das refeições.

"Com a gripe suína, causada pelo vírus Influenza A (H1N1), as pessoas passaram a ter mais consciência da necessidade de manter as mãos limpas e desinfetadas com o álcool em gel. Com isso, acho que aumentou a intensidade da prática", disse Sandra Regina Belo.

Já Anita Sachs, da Unifesp, lembra que os locais que vendem comida poderiam instalar uma pia com torneiras logo na entrada para induzir as pessoas a higienizarem as mãos.

  

Clique ABC - 27/10/2009

PARTO NATURAL É PRIORIDADE NO HOSPITAL DA MULHER DE SANTO ANDRÉ

O Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, da Prefeitura de Santo André em parceria com a Fundação do ABC, é o único da região a ter quartos especiais para o parto natural, que estimulam as mulheres a esperar pela vinda do filho. Desde o final dos anos 80, com o avanço da tecnologia, as mulheres têm evitado sentir dor na hora do parto, e o índice de cesáreas vem aumentando.

Antes disso, questões culturais levavam as gestantes a aguardar o momento de dar à luz e a maioria dos partos era natural.  É recomendável, porém, que a cesárea seja utilizada somente em casos de risco para a mãe ou para o bebê. O médico obstetra Pedro Awada, coordenador da clínica obstétrica do Hospital da Mulher (HM) e também atuante na rede privada, afirma que os índices de cirurgias de cesárea vêm crescendo nos hospitais particulares, enquanto no HM a prioridade é para o parto natural humanizado. “A questão cultural influencia muito na decisão da mulher na hora do parto. Se ela não tiver acompanhamento durante todo o pré-natal, com médicos que expliquem os benefícios do parto natural frente ao parto cesárea, certamente ela vai preferir a cesárea, pelo comodismo e por não querer sentir dor”, explica.

Ele destaca, porém, que todo o aparato utilizado pelo Hospital da Mulher serve para trazer à gestante a segurança e o conforto necessários para o parto natural.  “Agora, essa questão do comodismo é facilmente resolvida no HM. Aqui temos salas de pré-parto, com cadeiras e camas específicas, onde a grávida pode ser acompanhada pelos familiares, além de toda uma equipe de multiprofissionais que vão ajudá-la sempre que necessário, passando uma segurança muito grande para a mulher.”

Os índices de realização de cesárea do Hospital da Mulher estão de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). "Realizamos uma média de 37% de cesáreas frente aos altos índices encontrados em hospitais privados. Isso tudo se deve à mentalidade das parturientes. Se conseguirmos passar para elas que o parto natural é mais saudável para a mãe e para o bebê, e mostrarmos as condições invejáveis que elas encontram aqui, para a realização do parto, certamente aguardarão por este momento”, afirmou Awada.

No Hospital da Mulher, as mulheres são estimuladas ao parto natural desde o pré-natal. E no momento do parto já sabem o que está por vir, sentindo-se confortáveis. “Para tentar mudar essa realidade, é preciso fazer uma campanha de conscientização, desmistificando o parto natural, inclusive incentivando os médicos”, disse Awada.

 

 

Repórter Diário - 08/10/2009

BRASIL REGISTRA QUEDA DE 30% NOS CASOS DE JOVENS GRÁVIDAS

O número de adolescentes grávidas no Brasil caiu cerca de 30% nos últimos 10 anos. Dados do Ministério da Saúde apontam 485,6 mil partos em 2008 contra 699,72 mil, em 1998 no País. Em São Paulo, a queda é de 31,84%: foram realizados 108 mil partos há 10 anos e 73 mil no ano passado. A tendência nacional é seguida por pelo menos quatro municípios do ABC.

Em São Bernardo, a última avaliação do Caism (Centro de Atenção Integral da Saúde da Mulher), realizada em 2007, apresenta queda de até 36% no número de meninas grávidas. No município, são realizados aproximadamente 450 partos por mês, destes, cerca de 15% são em adolescentes. O motivo deste declínio justifica-se pela participação das adolescentes nos grupos de planejamento familiar. Diadema também conta com os programas sociais para evitar o problema. O trabalho realizado nas UBSs e pelos agentes do programa Saúde da Família, levam orientações aos jovens na comunidade em que residem sobre os assuntos que envolvem a sexualidade. Dessa forma, a cidade acompanha os números nacionais. "Tem dado certo e a perspectiva é de que esse dado diminua ainda mais nos próximos anos. Esperamos chegar a 50%", comemora a médica da coordenação de Atenção Básica a Saúde do município, Odemeria Sismotto.

No Hospital da Mulher, em Santo André, os partos em adolescentes correspondem a 17, 87% do total registrado. O número segue a média nacional de queda nos casos de gravidez entre jovens, no entanto, a diminuição do problema ainda não é a ideal, segundo o ginecologista e diretor técnico do Hospital, Cícero Mathias, por isso, a necessidade de buscar o esclarecimento . "O adolescente deve procurar os serviços de planejamento familiar disponíveis nos órgãos públicos para prevenir tanto a gravidez como doenças", destaca.

Em São Caetano, a taxa de adolescentes grávidas passou de 3,85% em 2004 para 2,90% em 2007. Entre as ações que colaboram para essa queda, destaque para a Unidade de Saúde da Criança e Adolescente Amabili Moretto Furlan, o Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) e um programa de Escolas Promotoras de Saúde.

Vida nova a partir da gravidez
As mudanças causadas na vida a jovem grávida vão desde a evasão escolar, até o aumento da pobreza, segundo o Ministério da Saúde. Dados do SUS indicam que cerca de 28% dos partos realizados na rede pública ocorrem em garotas com idade entre 10 até 19 anos. A principal consequência da nova rotina de vida é o abandono da escola: 25% das meninas com idade entre 15 e 17 anos deixam os estudos de lado no País.

Os problemas da gravidez na adolescência começam com a falta de maturidade emocional das jovens mamães, de acordo com a ginecologista e obstetra especializada em Saúde da mulher, Denise Coimbra. "As adolescentes menstruam mais cedo hoje e aparentemente parecem mocinhas, mas no fundo ainda são crianças", considera. O despreparo é observado ainda pelo no lado físico, já que as meninas ainda não têm estrutura física para engravidar.

A notícia de que daqui a nove meses terá uma criança nos braços muda o foco das adolescentes. O "descuido" não permite mais com que a estudante de 16 anos, Franciele Santana dos Santos, "curta a vida". Após o nascimento do primeiro filho: João Victor, há sete meses, o pensamento da jovem mãe é apenas no futuro de seu bebê. "Agora tenho que pensar em estudar e trabalhar, não dá mais pra curtir", revela.

O caso da estudante Jéssica dos Santos, 18 anos, é semelhante. A gravidez de quatro meses aconteceu por "acidente" e fez com que a jovem começasse a cogitar a ideia de trabalhar. "Tive que me afastar da bagunça e das más companhias. Depois que ele nascer vou precisar de um emprego", destaca.

Prevenção
Os pais são os responsáveis por "tomar conta da fertilidade" dos filhos, segundo Denise. "A primeira orientação durante a consulta é para as mães, porque elas são responsáveis por indicar os métodos anticoncepcionais", esclarece. Ainda segundo ela, os pais devem ter a consciência de que eles é que arcarão com os custos de uma gravidez.

Os métodos para evitar uma gravidez antes do tempo são ainda pouco conhecidos, embora haja uma evolução nos tipos de contraceptivos. "Não existe o melhor método anticoncepcional para todas as mulheres, mas o mais adequado para cada caso", considera. Entre as opções, o especialista pode indicar pílulas, adesivos, injeções, ou até mesmo, um implante hormonal.

Projeto conscientiza estudantes sobre tema
Adolescentes do ensino médio dos Estados de São Paulo, Espírito Santo e Alagoas passaram a receber informações sobre formas de prevenir a gravidez por meio do projeto Vale Sonhar, do Instituto Kaplan a partir deste o último ano. Cerca de 638 mil alunos a cada ano, com idade a partir de 13 anos, são beneficiados com as oficinas e o resultado é uma taxa cada vez menor de gravidez precoce.

A oficina parece uma brincadeira que estimula os alunos a identificarem seu sonho e se motivar para a prevenção. São abordados temas como ciclo menstrual, menstruação, período fértil e fecundação.

 

 

 

 

 

 

 

 
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